No dia da casamento, durante a festa, uma crise de nervos. Choro que nao acabava mais.
(Deve ser o resultado do estresse estratosférico que foi cozinhar sozinha cum uma única santa amiga para cem pessoas; sozinhas mais o noivo cuidaram também da decoracao e da organizacao da recepcao informal com churrasco e buffet de salada. Sogra desgracada nao perguntou se menina precisava de ajuda nem pra fechar um zipper! No dia do casamento, menina teve de cuidar de vestir e arrumar o noivo ao invés de cuidar de si. Sogra somente se limitava a abrir a boca para criticar o absurdo da gastanca, onde ja se viu, festa pra uma multidao...).
Por eles, teria sido somente os noivos, os sogros, o cunhado e a namorada desse no restaurante depois do cartorio, sendo que noivo mal fala com irmao, e namorada do cunhado nunca nem tomou um café com menina.
Depois da festa, acordaram de madrugada para limpar tudo e devolver mesas, barril de chop, lanternas e luminárias, engradadados, copos, tacas, etc aos fornecedores antes de partirem para a lua de mel.
La de mel, foi tranquila, no adriático- agradável como sempre, apesar to tempo nublado. Até na hora da chuva deu-se para se relaxar na piscina aquecida do hotel. A nuvem interna dissolveu-se.
Depois da lua de mel, passou cinco dias limpando e organizando tudo. Arrependeu-se horrores de ter inventado o churrasco. Se ao menos marido nao tivesse sido muquirana e tivesse contratado os dois garcons que menina tanto queria para cuidarem do buffet.
Buffet self service abandonado às boas ou más maneiras dos convidados: houve caos. 250 jogos de pratos e talheres descartaveis foram insuficientes para 100 pessoas, porque elas nao separavam direito.
Quando vieram criticar menina do caos instalado, veio a crise. Depois de chorar escondida por horas no banheiro, menina voltou à festa e dancou para espantar os fantasmas do descontentamento. Tarde da noite, maioria do povo já partira, de tao bebado, houve caos, mas houve mais fartura que desordem, e todos sairam mais encharcados que o bob esponja se assim lhes apeteceu.
Desde entao, ao invés de estar feliz, vive muito depressiva, com pensamentos suicidas.
O remedinho acabou mas nao tem como comprar mais pois nao tem receita e nao pode ainda ir ao médico. Nao tem plano de saude ainda porque estao à espera da burocracia que validará os documentos para ser cossegurada com dignissimo esposo que a partir de agora, até que a morte os separe, assumiu astoicamente a responsabilidade pela vida da descontente.
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Dignissimo esposo, que paga as contas, inclusive pode comprar qualquer coisa no supermercado e na loja de cosmético que ele faz questao de pagar. Apesar da fama de avarento, o esposo tem sido generoso. Nem dinheiro para os drinks e o cinema na lady night negou à menina.
Acontece que ele, esportista, introvertido e com apatia social, nunca foi de ir ao cinema. mal bebe uma cerveja muito raramente e nao toma café. Assim, esse amor de menina descontente por cafeterias e cinemas faz muito agrado nao ao dignissimo.
Quando se conheceram, perguntou à menina " Que procura?" Sem titubear, ela respondeu que procurava um homem que a sustente, a ame, lhe de um filho e cuide dela, principalmente nas panes mecanicas de carro - nao quer nunca mais ser enganada por essa categoria nojenta de homens.
Casaram-se em tempo recorde para surpresa dos amigos, e desaforo à família.