23/05/2014

Amor nos tempos do whatsapp

Perdida a experança, ficam, entrementes, as divagações. Se um dia, embora pois, tentar um novo relacionamento, como há de ser? Haverá de o parceiro ter de se submeter ao controle comum das ciumentas que proíbem que ele saia um minuto sem ela? Até mesmo o futebol haverá de ser proíbido para o par? É assim que fazem as amigas e irmãs que sempre alertam do perigo de ser uma mulher liberal? Oh queridas mulheres sábias do mundo, estou aberta a lições. Eu, maior tola de todos os tempos, reconheço finalmente a importância de me submeter ao vosso ensinamento e aprender a sabedoria popular.
Mas, todo controle é tonto, pura ilusão. Ganha-se acesso à senha do skype, promente que nem  vai olhar, só de a ter já se garante a segurança. Porém, saibam que é tão fácil fazer outras contas do skype, nem precisa de outro email; com esse já sob supervisão conjugal, cria-se novo perfil, nova senha, tudo muito seguro para a pulada de cerca virtual.
Num perfil  verdadeiramente será  de um europeu, no segundo se declara australiano e, num terceiro, ainda há de se passar por americano. Oh mulheres desesperadas para casar do mundo subdesenvolvido que procuram o amor em terras promissoras com homens diferentes dos machistas da terra pátria, eis no menu um moço bonito, alto, louro de olhos verdes amendoados, simpático, dedicado, presenteador, apaixonado. Que lhes prometerá mundos e fundos. Em troca, inconsciente, forneçam uma pornografia virtual gratuita, maqueada em forma de amor à distancia. Tempos modernos. Sexo virtual. Gratuito. Cam girl pra que? Como é esperto o cibernauta. E o whatsapp, como se há de controlar? Ó céus. Melhor desistir do amor. Ou aceitar essa tremenda e prática ideia do relacionamento aberto.
 A vizinha da minha mãe, loirinha linda de 18 anos, se prostitui. Na porta da casa dela tem fila de carros. A hora do almoço é a hora mais cheia. Maridos diversos de  diversas outras mulheres - fiéis, romanticas, dedicadas? Uns de carrões, outros de carros bem velho. Um carro é tão  velho! Assim como o dono,  em condições visíveis de uma  aposentadoria compulsória. Esse velho do carro velho é cliente assíduo ao meio dia, de segunda a sexta. A hora da vizinha deve incluir refeição (e tinha até wifi  grátis, roubada da minha mãe, que a danada da jovem pediu à minha sobrinha a senha do wifi). 
Mas, voltando, esse senhorzinho libidinoso ao meio dia,  terá talvez uma boa esposa que aprecia a austeridade dele de chegar em casa todos os dias na hora certinha, vindo direto do trabalho, sem nem mesmo parar no bar para uma bebida...Ela, a esposa contente com a vida simples de um bom maridinho pobre mas trabalhador, deve fazer esforços pra ser a boa esposa economica, que aprecia o valor imaterial de seu homem. Talvez, até se mostre orgulhosa ao mundo que dinheiro não é importante, mas sim o companheirismo.
Enquanto ele, justificado pela volúpia que seria inerente ao macho de nossa espécia, gasta o  parco dinheirinho no suador  dos prazeres compráveis da juventude de certa moça.

Amor nos tempos do whatsapp

Perdida a experança, ficam, entrementes, as divagações. Se um dia, embora pois, tentar um novo relacionamento, como há de ser? Haverá de o parceiro ter de se submeter ao controle comum das ciumentas que proíbem que ele saia um minuto sem ela? Até mesmo o futebol haverá de ser proíbido para o par? É assim que fazem as amigas e irmãs que sempre alertam do perigo de ser uma mulher liberal? Oh queridas mulheres sábias do mundo, estou aberta a lições. Eu, maior tola de todos os tempos, reconheço finalmente a importância de me submeter ao vosso ensinamento e aprender a sabedoria popular.
Mas, todo controle é tonto, pura ilusão. Ganha-se acesso à senha do skype, promente que nem  vai olhar, só de a ter já se garante a segurança. Porém, saibam que é tão fácil fazer outras contas do skype, nem precisa de outro email; com esse já sob supervisão conjugal, cria-se novo perfil, nova senha, tudo muito seguro para a pulada de cerca virtual.
Num perfil  verdadeiramente será  de um europeu, no segundo se declara australiano e, num terceiro, ainda há de se passar por americano. Oh mulheres desesperadas para casar do mundo subdesenvolvido que procuram o amor em terras promissoras com homens diferentes dos machistas da terra pátria, eis no menu um moço bonito, alto, louro de olhos verdes amendoados, simpático, dedicado, presenteador, apaixonado. Que lhes prometerá mundos e fundos. Em troca, inconsciente, forneçam uma pornografia virtual gratuita, maqueada em forma de amor à distancia. Tempos modernos. Sexo virtual. Gratuito. Cam girl pra que? Como é esperto o cibernauta. E o whatsapp, como se há de controlar? Ó céus. Melhor desistir do amor. Ou aceitar essa tremenda e prática ideia do relacionamento aberto.
 A vizinha da minha mãe, loirinha linda de 18 anos, se prostitui. Na porta da casa dela tem fila de carros. A hora do almoço é a hora mais cheia. Maridos diversos de  diversas outras mulheres - fiéis, romanticas, dedicadas? Uns de carrões, outros de carros bem velho. Um carro é tão  velho! Assim como o dono,  em condições visíveis de uma  aposentadoria compulsória. Esse velho do carro velho é cliente assíduo ao meio dia, de segunda a sexta. A hora da vizinha deve incluir refeição (e tinha até wifi  grátis, roubada da minha mãe, que a danada da jovem pediu à minha sobrinha a senha do wifi). 
Mas, voltando, esse senhorzinho libidinoso ao meio dia,  terá talvez uma boa esposa que aprecia a austeridade dele de chegar em casa todos os dias na hora certinha, vindo direto do trabalho, sem nem mesmo parar no bar para uma bebida...Ela, a esposa contente com a vida simples de um bom maridinho pobre mas trabalhador, deve fazer esforços pra ser a boa esposa economica, que aprecia o valor imaterial de seu homem. Talvez, até se mostre orgulhosa ao mundo que dinheiro não é importante, mas sim o companheirismo.
Enquanto ele, justificado pela volúpia que seria inerente ao macho de nossa espécia, gasta o  parco dinheirinho no suador  dos prazeres compráveis da juventude de certa moça.

21/05/2014

O ilusionista se retira do palco

Vim pra ficar. Muito. Muito pouco tempo. Quanto, não sei. Mas se dias, semanas ou meses:  tanto faz! Somente para os felizes o tempo não passa. Ou passa, e não se apercebia. Quanto não estamos a nos entreter com tolices imaginárias, o tempo passa tão rápido. Nem acredito que há mais de nove meses parti. Pra nunca mais voltar. Se havia dúvidas, e sonhos e até a esperança, quem diria, acabou-se. Bem vinda, minha nova eu.
 Todo dia olho o site pra ver se já começaram as convocações. Vontade de recomeçar essa nova fase de minha vida. Essa outra eu. Nem pareço  a mesma. A dor do fim do amor, amor que outrora me fez acreditar que a vida pode ser bonita como um perfeito filme frances rodado na paisagem magnífica do sul. Mas qual. O que era especial, já não o é. E, não sendo mais eu a mesma, também não é aquele que me cativou. Assim, tanto faz se vem as cinco ou as seis. Que pena do pequeno príncipe.
Se um sonho houve, era o do amor. Mas era mentira, e se acabou.
Um documentário alerta:
os publicitários são, na verdade, olhai bem, ilusionistas. 
A fazerem com que fiquemos tristes. 
Pois que os tristes compram mais. 
Para alcançar. 
Ela, 
a ilusão. 
Nunca fui de comprar. Minimal, sou eu. Mas agora, que sou triste, mas dessas tristezas alegres, ou antes, serenas porque perenas, não tenho vontade alguma de comprar. Nem mesmo se pudesse comprar a capacidade de ilusão de outrora eu a buscaria. Acho que estou a gostar de mim assim, triste - bem.
Enquanto não me chamam, vou curtir o verão dessa cidade linda. Minha cidade é feia e, pra quem não tem dinheiro, como eu,  é uma cidade morta. Ali não se faz nada sem dinheiro.
Tenho consulta com a advogada. E ele, embora volta e meia diz que não fará acordo nenhum, que eu deixe de besteira porque a única coisa que vou conseguir é ser esmagada pelo advogado dele... Mas qual, ele volta e meia diz outra coisa: hora quer reatar, pede que eu esqueça as mentiras horrorosas dele. Ora admite pra si mesmo que o game is over e que eu coloque os termos do acordo pra fazer um divórcio consensual, pois de outra forma não saíria por menos de 20mil só de honorários advocaticíos.

Nove meses depois

Nove  meses inteiros sem remédios e sem crises me deram uma certeza: Boderline eu não sou. Também estou mais consciente de que manter-me extremamente ocupada é ótimo para bloquear/ evitar novas crises.
Passei meses  om a bunda amassada na cadeira da sala de aula ou na da sala de estudos. Resultando que passei em oitavo lugar para um dos concursos que fiz.

.......
De volta a casa do "Marido"- como não tenho nada a fazer, fico com tédio mortal. Depressão às portas. Tomara que me convoquem logo.

......
Muita gente reclama que casamento é uma prisão e eu sempre fui muito criticada por ser bastante liberal nos meus relacionamentos, o que significava que tanto eu quanto par poderia fazer coisas individuais, inclusive viajar. Sou a única mulher que faz isso.
Dizem que ficar muitos dias longe do marido faz com que a solidão dele, tadinho, o leve a procurar outra. Besteira. Muito ou poucos dias, é a mulher sair, que a outra já está batendo  a porta.
Entao, embora eu não tenha resisitido emraquear algumas contas e printar algumas telas que venham a me faorecer no acordo do divórcio,  está tudo muito claro: esse relacionamento acabou, eu entendo, agora, porque minha irmã e uma de minha melhores amigas não permitem que maridos tenham contas de redes virtuais, nunca possam sair sozinhos, e ela nunca iriam sozinhas me visitar- porque significaria deixar o marido a merce da infidelidade "natural"mente adquirida e encorajada pela sociedade.
Da crise do ano passado, embora tenha tido que rompera com a amante virtual/fantasma do passado, ele nunca cortara a comunicação, muitissimo previlegiada pelo advento do whats app o qual eu deconhecia e só vim a ter um há dez dias. Foi eu embarcar, a outra chegou.
Porque diabos então esse ser que um dia me fez acreditar no amor de vida inteira permaneceu em contato comigo, dizendo me amar eternamente, me convidando acalentadoramente a vir ficar aqui com eles, sob seu suporte financeiro até que seja contratada?
E qual é a da mulher que se sujeita a vir ter aqui, ocupar meu lugar ainda nao oficialmente desapropriado, e fica a espera do dia em que eu parta?
Embora, a  dor, porque nesse tempo que ficamos longe e a saudade tão grande nos faz esquecer todos as dores do caminho, e as constantes afirmativas dele de que tentariamos de novo, volta  e meia tinha planos pra ir se instalar na minha futura cidade. Pois, assim, vim.