Eu tinha desistido de escrever esse blog também, Digo: também, porque já tive um outro. Um outro blog, abandonado, coitado. E eu gostava tanto dele. Eu gostava muitissimo daquela eu que o escrevia. É que eu escrevo, eu gosto do que escrevo, ou escrevo muito sinceramente coisas de mim; escrevo e espero por meio do blog fazer contato pra trocar idéias, discutir, prozar, me aproximar de alguém. Como eu já disse, sou muito sozinha.
Tá, hoje eu falei com tres amigas/conhecidas diferentes. Duas ao Telefone: uma vai passar o creme no meu cabelo, a outra vai me encontrar amanha pra tomar café e jogar conversa fora na confeitaria mais charmosa da cidade; a terceira, vi pessoalmente: ela quer que eu deixe de passar os dias deitada chorando, planejando meu suicidio, e vá à casa dela todas as manhas ajudá-la na ONG cultural dela. Seria um trabalho voluntário lindo e interessante que eu adoraria fazer, mas nao estou mesmo em condicoes, desculpa aí, Q.
Voltando, eu dizia de Blogs e o abandono dos mesmos. Entao, no outro blog, eu escrevia sobre minha vida de expatriada na Europa. Era um blog desconhecido e sem importancia como a autora dele. Eu recebia quase nada de comentários. Quase nem doeu quando eu o excluí. Afinal, quem se importa?
Aí, surprise, surprise, semana passado um amigo tava on line no Skype depois de eras e me perguntou porque eu parei de escreve-lo.
Esse meu leitor fiel, mexicano bacaníssimo, eu conheci quando mochilava pela América do Sul, eu fazia: Peru, Bolívia, e Argentina. Ele junto com o pai comecara o mochilao na Patagonia e seguiam mapa acima. Numa manhä, na fila para a entrada das Cataratas do Iguacu do lado argentino, puxei conversa e fizemos o passeio o dia inteiro juntos. Trocamos sms e Facebook e mantivemos contatos esporádicos esses mais de cinco anos. Ele estava aprendendo portugues, e me disse que meu blog era a fonte dele de se manter em contato com a língua. E me confessou que achava toda minha odisséia desde a Ida pra Irlanda e tal, minhas jornada existencial tudo muito interessante! :)
Aí hoje, abro meu email e tá lá uma mensagem de uma blogueira e uma das pessoas mais interessantes que eu tive o prazer de conhecer nesse mundo virtual. Ela também notou a ausencia do meu outro blog assim como minha página no face... Ela quer saber se está tudo bem, e se eu quero alguém pra conversar... Obrigada, D. Sua mensagem carinhosa é desses detalhes pequenos que inuminam o meu dia como diamente precioso. Que me fazem querer acreditar de novo que Deus existe.
Pra quem tá de fora, eu nao deveria nunca dizer que sou sozinha. Mas é que eu sofro dessas crises existenciais homéricas, sabe, e talvez essa solidao infinita seja na verdade a falta de mim mesma. Falta um pedaco de mim. Quando solteira, andara enganada acreditando naquela fábula de achar a outra metade da laranja. Bulhufas! Essa solidao cronica que me consome é porque uma parte de mim veio faltando. Nao sei se de fábrica, ou se perdida nos Traumas/transporte da vida.
Hoje estou muito mal, em dias assim tenho certeza de que nao viverei muito tempo. Mas aí essas pessoas lindas se apresentam, se mostram que se importam, e eu penso, só por hoje nao farei nada definitivo.
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