Comprei minha passagem pra voltar pra casa (da minha mae).
Esse foi o pior semestre da minha vida: abandonei a faculdade e perdi, portanto, a bolsa academica, passei meses procurando emprego, nada encontrado, deprimi-me mais ainda a ponto a niveis nunca imaginado Meu marido tinha um casinho virtual, perdeu dinheiro em jogos de azar, perdeu o emprego por consequencia indireta do vicío... E as brigas tem se seguido, ele diz que os problemas dele sao consequencia dos meus problemas.OI?
Nao dá mais. Encontro-me tao infeliz, todos os dias me pergunto "o que estou fazendo aqui".
Deve ser tao bom ser dessas pessoas simples que nao tem crise existencial, ou dessas pessoas bem resolvidas que para tudo a fé e a resignacao sao a resposta. Mas assim nao sou. Sou pertubada pela minha mente todos os dias.
Antes, era desesperada pra casar, pra encontrar "O Amor". Ah, se eu soubesse o que sei hoje. Nem sei mais se amo meu marido, porque cheguei a conclusao de que me odeio e quem nao ama nem a si mesma, será capaz de amar ao próximo?
Tudo o que sei é que a vida e a sociedade como está organizada nao faz sentindo algum e/ou eu sou totalmente excluída dela. Excluída no sentido nao material da coisa entende? Tenho certeza de que pouca gente entende e o mais triste é que eu nao tenho contato algum com quem possa entender.
Quando eu tinha 19 anos, meu namorado, e vizinho, queria casar comigo, mas ele era um bom menino sem ambicao nem muita brightness que trabalhava por um salário minimo e nunca tinha ido ao Cinema nem ao teatro nem viajado de férias, e nao entendia mesmo meu sonho de estudar ingles ee fazer intercambio. Casar com ele teria significado construir um puxadinho no quintal da mae dele ou da minha mae.
Aos 24, morei com um namorado: cultura e inteligencia personalizados Era poeta, compositor, dancarino de salao,ator e filósofo (tudo autodidata que ele nunca fez um vestibular na vida). A Pessoa mais interessante e excitante que já me relacionei na vida. Fumava maconha o dia inteiro, nao trabalhava tecnicamente falando - era sustentado pelo pai rico. Mas ele assim Hippie, o paitrocinio dele nao se extendia a mim, de forma que eu tentava equilibrar um part-time hippie com uma jornada de garota pobre que luta trabalhando e estudando ao mesmo tempo. Ao fim do mes, com esse Hippie, nao tinha dinheiro para o Tomate e a única sugestao dele era de que fossemos comer na casa dos Pais dele. Além disso, a casa era uma bagunca, ele nem mesmo recolhia o lixo dele, nyo lavava um prato e eu nao ia me transformar numa amélia com Dupla jornada. Fui embora.
Agora, aos 33 estou pra sair de uma relacionamento mais uma vez nao porque as coisas entre nós nao funciona, mas porque as condicoes exteriores sao tao estressantes que eu nao quero mais viver e isso faz tao mal pra o relacionamento.
Eu nao acredito que eu vá ter Chance nessa terra e quero voltar a ter um bom trabalho. Estou com medo. Muito medo de nao consegui trabalho algum lá e daí nao sei mesmo o que vou fazer. Minha mae me receberá de bracos abertos e me dará todo apoio.
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