25/08/2014

Life sucks

Enquanto isso, no presente: assumi o novo emprego. Para tanto, tive de me mudar para uma cidade minúscula, poeirenta, cheia da fuligem das queimadas dos canaviais. Cidade horrososa. Não tem um clube, uma pracinha decente. Parece um  cenário abandonado de filme de faroeste.
E há um deficit de moradia fenomenal. Os preços das casas aqui são estratosféricos e ainda assim não se encontra casa para alugar. Tive de me contentar em dividir a casa com uma colega de trabalho.
( por R$ 580, reais a amiga aluga um apartamento lindo em Pirenópolis, no centro pertiho de tudo, com rio ao fundo, ao lado do sesc). 
Por R$ 750 aluga-se essa casa em Poeiraland. Uma casa nos fundos,  cujo custo da eletricidade consumida pelas inúmeras lâmpadas do quintal gigantesco incide sobre a minha conta, embora os proprietários deixem as luzes do quintal ligadas a noite toda. Uma casa nos fundos, sem nenhuma privacidade. O dono da casa, que mora no sobrado na frente, estaciona a mitsubisch dele bem na nossa janela da cozinha. Privacidade zero: também não temos interfone, que o único que existe é o da casa senhoril, e nossos visitantes- que não conseguem ligar no nosso celular pois a rede aqui é uma ineficiencia em estado de arte - precisam se apresentar ao senhor feudal. 
Se não bastasse, a casa, embora com acabamento de primeira, está infestada de barata. Depois de muito faxinar e litros de inseticida, que vão matar primeiros seus pulmões, achei o ninho! Melhor, digo, pior: os inúmeros ninhos das baratas são as gavetas do armário. Onde ficam as colheres grandes, os panos de prato, o mixer.
Há dois dia não como, pois tentei desinfetar as gavetas, mas o asco é tão imenso que vomitei por horas. E então joguei tudo o que havia de comer fora, nem vou mais à cozinha. Comer fora também não é uma opção, pois todo mundo sabe que lá fora a porqueira é muito maior que comida caseira. E isso é porque a colega disse que tem uma moça que duas vezes por mês faxina a casa pra gente por R$ 50,00 cada.
Assim, a nova cidade tem poeira demais, baratas demais, nenhum lazer e, como desgraça pouca é bobagem, o emprego é horrível. Ulcer maker job. Aff. O que fará a menina descontente?
De acordo com Pollyanna, a menina do jogo do contente: agora está bom, pois se gosta de reclamar, o prato está cheio.

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