Do
chao nao se pode passar, é um ditado que fico me repetindo quando
acho que está tudo bem difícil mesmo.
Ouvi, noutro fim de semana, que eu sou um osso duro de roer; retruquei que "rapadura é doce, mas nao é mole nao" e apontei
algumas de suas durezas também, sempre no leme "o ataque é a
melhor defesa" - coisa boba, eu sei, mas que posso fazer, tenho
de me garantir.
E
sofria a falta do que fazer. Por mais que tente saber, ignoro quando
foi que me tornei antisocial. Eu sempre tive quatro ou cinco boas
amigas na escola e um mesmo número na vizinhanca. Ninguem que
fizesse parte das Tops, mas éramos, na escola, sempre as meninas com
boas notas, companheiras, apreciadas pelas professoras e por nossas
maes, tias e qualquer adulta que viessemos a conviver.
Gostávamos
de passear e de nos visitarmos mutuamente. Era divertido fazer
trabalho em grupo e depois emendar algum entretenimento. O bosque dos
buritis, o clube com a D e a T, as festas da igreja com a V e a
C. A cena Rock e eletronica com a M. O pátio da faculdade com a
galerinha que trabalhava e estudava lá. As entre atividades com o
pessoal das academias. As baladas com as meninas do bairro bem no inicio da adolescencia. Se arrumar e passear pelo bairro pelo prazer do que os arábes denomimam "expor a figura na Medina".
Eclética,
nao haveria amigas bastante para me acompanhar em tudo que eu curtia.
Entao foi assim que eu assisti inúmeras sessoes da mostra „o
amor, a morte, as paixoes“ sozinhas. E havia outros eventos
que ía sozinha, mas lá eu acabava fazendo amizades também. Essa
competencia social morreu em mim.
Aqui
todo mundo é meio antisocial, individualista, cada um no seu
quadrado.
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