12/03/2017

Bolha apertada

Do chao nao se pode passar, é um ditado que fico me repetindo quando acho que está tudo bem difícil mesmo. 
Ouvi,  noutro fim de semana, que eu sou um osso duro de roer; retruquei que "rapadura é doce, mas nao é mole nao" e apontei algumas de suas durezas também, sempre no leme "o ataque é a melhor defesa" - coisa boba, eu sei, mas que posso fazer, tenho de me garantir.

E sofria a falta do que fazer. Por mais que tente saber, ignoro quando foi que me tornei antisocial. Eu sempre tive quatro ou cinco boas amigas na escola e um mesmo número na vizinhanca. Ninguem que fizesse parte das Tops, mas éramos, na escola, sempre as meninas com boas notas, companheiras, apreciadas pelas professoras e por nossas maes, tias e qualquer adulta que viessemos a conviver.
Gostávamos de passear e de nos visitarmos mutuamente. Era divertido fazer trabalho em grupo e depois emendar algum entretenimento. O bosque dos buritis, o clube com a D e a T, as festas da igreja com a V e a C. A cena Rock e eletronica com a M. O pátio da faculdade com a galerinha que trabalhava e estudava lá. As entre atividades com o pessoal das academias. As baladas com as meninas do bairro bem no inicio da adolescencia. Se arrumar e passear pelo bairro pelo prazer do que os arábes denomimam "expor a figura na Medina".
Eclética, nao haveria amigas bastante para me acompanhar em tudo que eu curtia. Entao foi assim que eu assisti inúmeras sessoes da mostra „o amor, a morte, as paixoes“ sozinhas. E havia outros eventos que ía sozinha, mas lá eu acabava fazendo amizades também. Essa competencia social morreu em mim.

Aqui todo mundo é meio antisocial, individualista, cada um no seu quadrado. 

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