Sempre gostei de biologia.
Achava os conceitos de evolucao e nicho ecológico acertadíssimos. E minha amiga Frida me avisou que a vida é uma prova prática para nossas teorias mais intimas, sou um caso de estudo de confirmacao.
É que bem nesse quadrado aqui do velho continente, voce nao tem idéia das
brasileiras tresloucadas que vieram parar aqui. Esse é o recanto menos primeiro mundista da linda república. Aqui a paisagem nao é tao bela, os salários sao menores que a média nacional, as sogras sao odiosas e odiáveis, os homens nao sabem cozinhar e amam um clube do bolinha... Macho kultur germanica.
Quando
eu morei no Brasil rural da cana de acucar, fiquei ativa no centro espírita cardecista. Fiz um pouco de terapia espiritual. Minha mentora me deu um filme
cujo autor apresenta a teoria "Já viu que tem gente
que vai para a Europa (ou qualquer lugar desenvolvido) e tudo dá
certo?" (Por dar certo, entenda se as/os que chegam e
conseguem uma profissao satisfatória, ou continuam no subemprego que faziam no país e se realizam com a mudanca de qualidade de vida porque a remuneracao aqui é justa e todo mundo vive bem melhor que lá, ou ainda as que descolam um
marido que as sustente e ambos se realizam alegremente nesses
papeis dona de casa/provedor).
E tem as como eu que teve oportunidade e nao
conseguiu "chegar lá",leia se ser feliz.
Segundo
a teoria do cara, até aqui na Terra tem planos com diversos graus de
desenvolvimento e como a Europa é desenvolvida, a ela pertencem os
desenvolvidos. Na época nao discordei muito da idéia, mas claro
que fiquei com melindres. Mimimi é meu sobrenome.
Nesse vilarejo que habito, as brasileiras sao inacreditavelmente problemáticas e melindrosas, sem cultura, cheias de picuinhas, cabeca dura...
Ao longo da minha vida, essa instabilidade emocional minha sempre me fez ser a excecao , mas entre elas, jeito melindroso de ser é a regra.
Tive de concordar com a teoria acima.Tive oportunidades nas duas melhores e mais lindas cidades daqui, mas retrocedi na minha evolucao,tiiv de fazer um estágio purgatório naquele Brasil Rural infernal, e agora me encontro aqui num
plano nao tao evoluido.
Aqui
é diferente das outras cidades cosmopolitas onde morei. Meu atual
marido nao é interessante e excitante como o outro, a cidadezinha mais próxima fica a 20 minutos de carro e eu tenho medo de dirigir e saio bem menos do que gostaria. Cinema do bom só lá na cidade grande, etc.
Comecei a trabalhar na producao de uma indústria: trabalho
massacrante! Porém ficar em casa ociosa gerou muitas crises depressivas. O médico recomendou terapia ocupacional, como nao tenho paciencia, tentei o artesanato em casa mesmo usando justamente habilidades adquiridas em T.O. passadas. Displicencia impediu me de concluir lindas ideias que comecei.
Quando lá no trampo numa esgotamento físico
inimaginável, me lembro que vivia entediada naquela firma Top porque recebia
para fazer nada, nao trabalhava nem oito horas efetivas por
mes (enquanto amigas espertas fizeram faculdades a distancia usando os recursos e tempo remunerados de lá). E vivia obcecada com a idéia de me casar, nao pensava em mais nada.
Por mais árduo que seja, eu nao odeio meu novo trabalho. Os músculos do meu corpo estao ficando super definidos e eu posso comer um bolo prestigio inteiro e ainda emagreci. E ganho bem e já estou com planos para a viagem de verao.
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