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“Is sex dirty? Only when it's being done right.”
"Sexo é sujo? Somente quando bem feito"
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E voce le meu blog, fiquei encantada.
A ligacao foi serena. Nao sei como pode ser isso.
Mas daí voce me diz que eu sou o amor de sua vida e me convida para voltar para aí. Como pode isso, Zé!
Depois de anos, ao voltar- ah aquele retorno fatídico- primeira coisa que fiz foi lhe procurar, mas nunca quis me ver. Pouco a pouco, por meio dos telefonemas esporádicos, foi baixando a guarda até que se deixou encontrar. E foi como se nunca tivessemos nos afastado.
Depois daquele encontro único, eu quis imediatamente reatar -muito antes de qualquer consequencia aparecer. Nesses anos todos, acompanhava me a certeza de como como poderia ter dado certo quando moramos juntos.

" O sexo é o sacrifício das mulheres pelo casamento, e o casamento é o sacrifício dos homens pelo sexo" voce me jogava na cara a sua filosofia antiromantica.A sua idéia de móveis de Pallets e de caixotes de feira na época nao faziam sentido algum para mim, somente anos depois fui conhecer essas coisas lindas. Ah, se tivemos feito a cama, a prateleira, o sofá, tudo pintadinho bem colorido.
Hoje, eu mesma tenho no meu jardim desses móveis que eu mesma fiz. No verao, quando me sento na minha linda varanda e vejo minhas tulipas, eu me lembro de voce me trazendo abacaxi, enquanto eu ficava deitada naquela redinha. Pé de que que eram aquelas árvores no fundo de nosso quintalzinho?
Hoje, na minha vida quase assexuada, eu me lembro de nossas extravagancias sexuais. Ninguém nunca me comeu como voce.
Aquelas sujidades nunca mais pratiquei, hoje passo meus hot days na seca, e me lembro de que a sabedoria popular tem sempre razao: mulher mal humorada é mulher mal comida. Sexo é bem diferente de amor. A vida sexual de hoje serviria de exemplo para a catequisacao da idade média. Só falta o pijaminha com buraquinho.
Aquelas sujidades nunca mais pratiquei, hoje passo meus hot days na seca, e me lembro de que a sabedoria popular tem sempre razao: mulher mal humorada é mulher mal comida. Sexo é bem diferente de amor. A vida sexual de hoje serviria de exemplo para a catequisacao da idade média. Só falta o pijaminha com buraquinho.
Quando voce me saboreava de seu jeito incrível, eu, apesar do borderline, tinha uma forca, uma capacidade para a vida. Consegui me formar, aprendi ingles, me socializei, saí da pobreza e entrei na malfadada classe média.
Sou bem amada e bem cuidada. Moro numa linda casa toda de madeira nobre. Tem todo um enorme porao com sala de ginastica e musculacao, uma sala de colecao de radios antigos, uma oficina para coisas mecanicas do motocross e outra sala para meu hobby eventual de artesanato. Há ainda uma chácara com água onde cultivamos peixes e onde coleto pinhas. No Natal as decorei, agora as coleto e jogo na lareira. Tudo que indiretamente hoje possuo me faz lembrar de como voce gostaria de tudo isso aqui.
O trem passou, Preto. Nosso ciclo se encerrou. Mas sua voz a me chamar de Preta vai sempre ficar na minha cabeca. As vezes falo comigo como se eu fosse voce. Digo a mim mesma: "faz assim nao, Preta, voce é Borderline. Fica aqui mesmo, quem mais vai cuidar de voce"
(ninguém nunca mais me chamou de preta, a nao ser um nojento colega de trabalho bósnio que fica me paquerando e como o ignoro, me chamou de preta para me ofender).


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