28/03/2013

A conversa e os conselhos

Ontem, acordei, meditei, fiz um pouquinho de ioga, e fui direto para a academia onde passei duas horas (fiquei admirada de consegui-lo, porque desde que voltei a malhar, só passo 45 minutos lá). Planejara estudar e organizar o painel com coisas de prevencao de crises que estou aprendendo com um livro recomendado lá na clínica.
Mas depois da academia, eu estava exausta. E essa exaustäo física logo se transformou no vazio desesperador. Como ainda era cedo (umas dez da manhä) e a maiorida das pessoas que conheco näo säo desocupadas como eu e, portanto, nao estariam livres para uma chamada pessoal minha num horário de expediente qm que pessoas estao no trabalho. Liguei assim para a uma conhecida que trabalha de casa  e poderia portanto me ouvir.
Liguei com receio, porque essa menina no dia anterior esteve muito brava comigo, me dando conselhos enérgicos de que eu parasse com esse drama todo por uma traicäozinha (que eu teria causado devido a meu comportamento resultado da sintomática borderline).
Na tarde do dia anterior ela tava muito brava mesmo que eu vacilasse a ponto de perder esse homem maravilhoso, mandou eu parar de me fazer de vítima e tomar as redeas da situacao controlando a depressao com exercícios e atividades sadias e voltando a me cuidar para ser a mulher sexy e atenciosa com a qual ele se casara.
Eu ficara mal na conversa com ela, me sentindo terrivelmente ignorada nos meus sentimentos. Segundo ela, que eu parasse de ficar esperando que ele se desculpasse pele chifre e que eu me desculpasse realmente por tudo que quebrei, pela mal esposa que tenho sido e pelo drama todo nessa crise.
Embora com medo dela, como eu estava com medo de uma nova crise tomar conta de mim, liguei para ela. A acordei, mas ela foi super atenciosa e me surpreendeu: ela tentava falar doce comigo (ela é naturalmente enérgica- entao pode ser erroneamente interpretada como estando brava), aí ela reafirmou os conselhos para mim reconstruir o relacionamento e me deu dicas ótimas de como nao deixar a depressao tomar conta de mim, de coisas a fazer para nao me entregar fácil e exercícios para controlar a inpulsividade e de como conversar mais ouvindo que falando: me ensinou a técnica de segurar algo, tipo uma bolinha fisioterapeutica, para apertar quando eu quiser interromper o que o outro estiver falando para tentar manter que "eu é que tenho razao".
Maravilhoso ter amizades sábias. Obrigada Q.

Nenhum comentário:

Postar um comentário