01/03/2013

E livrai-nos, santa pilula, do tédio nosso de cada dia

Fui à aula, e correu tudo bem.   Ás quintas, eu só tenho duas aulas: Das oito ás 9:40
Um amiga me convidara para almocar. Fiquei com preguica de ir em casa e depois ter de voltar, optei por passar tempo  olhando as vitrines das lojas e depois  fui para a biblioteca. A amiga que de início   marcara para cerca de 11:30, ao meio dia nem notícia. Mandei mensagem e ela disse que logo me ligava. Esperei até uma e nada. Fui pra casa. Sem fome, mas compulsivamente devorei um pacote de biscoito rechaeado. Odeio ser essa devoradora que come para compensar os problemas. odeio gente que se atrasa. Odeio de morrer gente que se atrasa e nem dá notícia me fazendo de idiota, achando o que? Que per supuesto eu tenho de esperar à merce dela? Vagabunda.
Tres vezes disquei o  numero dela, iria xingá-la toda, ou melhor, soltar  a minha fúria. Enquanto vinha, no metrô, remoia minha raiva: se ligo pra ela e digo os desaforos que ela merece, confirmo que sou a neurótica de carteirinha, se nao ligo e tento deixar pra lá, fico aqui a me acidificar de desgosto, a me engordar devorando biscoitos e ela segue leviana fazendo sempre isso com todo mundo.
Desço do onibus. Um sol radiante. Adoro sol e dia lindo. Feliz de ter os óculos escuros. A beleza do dia me distrai, descido que nao vou mais ser amiga da Maria, aliás, ela é amiga da gente só quando ELA precisa. E se tem uma coisa que esses muitos anos de Borderline já me deu foi a indiferenca pelas pessoas que vao e vem. Já perdi amigas, amigos e amores queridíssimos cuja partida me doerá pra sempre. Vou tomar dois comprimidos, porque estou muito triste hoje.

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