28/03/2013

Sedada, dormi a noite toda que seguiu meu retorno ao apartamento. No dia seguinte, acordei, marido já tinha saído para trabalhar. Mal abri os olhos e o sentimento de vazio e desespero tomou conta de mim. A impulsividade controlava tudo. Nessa hora sua mente é desligada. O border é somente emoção numa crise. A única coisa que minhas emoções me direcionavam era: eliminar-me, matar-me para acabar esse sofrimento, a culpa pelo excessivo drama que criei...
Consegui ligar para minha sogra (que andava chateada comigo e enquanto eu estava "sumida", ela me  mandara emails alertando das coisas feias e tristes que eu estava escrevendo em nome do filho lindo dela, me recomendando parar de drama e cenas, me divorciar e ponto final..). Enfim, liguei e lhe disse que eu estava mal e que eu precisava da ajuda dela para ir para o hospital. Que eu queria ir para o hospital perto da casa dela, já que o que fiquei da última vez perto da minha é terrível. E eu näo queria interromper meu marido no expediente dele.
Como meu sogro está com cancer de pele, eles tem problemas suficientes  para si próprios e não poderiam, portanto, me levar ao hospital (eles teriam que dirigir algumas horas até mim e depois voltar para a cidade deles). Ela ligou para o meu marido mandando-o sair do trabalho e vir à casa me buscar e me levar para o hospital que eu deveria ser internada se quisessem salvar minha vida.
Assim fizeram, ele me buscou, dirigiu até lá. Minha sogra, como sempre, adorável pessoa, super preocupada, quando viu meu estado, fez de tudo por mim. Meu sogro e minha sogra nos esperavam no hospital, se apresentaram para a médica como os responsáveis por mim enquanto eu estivesse lá.
Além de me visitar e cuidar de mim em todas as minhas necessidades ao alcance dela, tipo pegar minha roupa para lavar e trazer de volta, me abastecer de frutas e chocolates, etc, minha sogrinha amada ainda convocou a madrinha e uma tia do marido para se revesarem nas visitas diárias que recebi enquanto internada. Elas me visitavam à tarde e me deram o ombro amigo para os passeios terapeuticos que fazíamo no jardim e no parque da clínica de prevencäo de suicídio.
Eu estava muito dopada no início, entao nao me lembro de visitas que recebi nos primeiros dias, nao me lembro que meu marido me visitou e levou o laptop pra eu falar com minha mae pelo Skype.
Depois de dez dias, saí de lá e vim pra casa para um novo recomeco depois dessa que foi a maior crise minha desde há mais de dez anos que  carrego o diagnóstico de portadora do Transtorno de Personalidade Borderline- TPB, tendo sido ajudada por essas pessoas maravilhosas acima citadas, as quais constituem  núcleos familiares super equilibrados e estáveis e cujo primeiro contato com surtados seja eu e mesmo sem qualquer experiencia, elas de desenvolveram muitissimo bem e salvaram a minha vida.
Assim, estou de volta ao lar, ao qual quero continuar a pertencer, porque eu amo meu marido, a idéia de perde-lo me enlouqueceu, ele, os pais dele mais  a familia extendida deles representam para mim o sonho sempre sonhado de como uma família deve ser.

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