05/04/2013

Modus operanti do Borderline- Parte I Modus infantil

Noutro post, falei da minha imaturidade emocional e como isso me leva a comportamentos infantis. Além dos citados, esse comportamento se extende à total ausencia de conexao e atendimento das minhas necessidades básicas: nao tomo água, porque nem reparo que estou com sede; fico horas com fome antes de perceber isso; ignoro os sinais da bexiga para que vá ao banheiro...
Aí, depois de longo tempo das necessidades tentando se fazerem perceber (como uma crianca deixada sozinha em casa, sim?), me vejo com dores de cabeca, irritacao, cansaco, tristeza. No caso de um bebe, ele chora para chamar a atencao do cuidador, näo é? No  meu caso, meu humor muda.
...
Nisso, estamos fazendo terapia. Nao a de casal, mas uma específica para Borderline (DBT) e o marido tem vindo junto em algumas sessöes para aprender também. Ontem, esse tema do infantilismo foi abordado. Confirmei com a terapeuta que essa é sim uma das facetas de minha personalidade.
( o Border tem quatro MODUS OPERANTI:
1)a crianca carente de atencao e cuidado= dependencia emocional, medo de abandono, esperar que o outro resolva seus problemas);
2)o adulto saudável e equilibrado;
3)o adulto evasivo e desajustado;
4)o adulto controlador e punitivo.
Esses quatro Modus operanti podem todos se manifestar ou nao. Eu manisfesto os quatro!
Quando estamos sendo o adulto saudável e equilibrado, geralmente somos adoráveis (por isso pessoas amadas nos amam tanto e tentam relevar os nossos  outros Modus).
O trabalho da terapia é justamente fazer prevalecer o Modus adulto saudável e equilibrado.
Ontem, portanto, tivemos o seguinte diálogo na terapia:
Eu: Sim, é verdade que me comporto como um bebe... às vezes...
ele: pois é, no meio do nada, por exemplo passeando no parque longe de tudo, ela me diz que está com sede/quer ir ao banheiro, etc
eu: Daí, doutora, ele faz uma cara de desanimo e responde mal educado: "e daí? Nao posso fazer nada." mas eu nao pedi a ele que fizesse nada, só comentei o que quero/preciso
ele: nanananinao, ela comenta num tom de bebezinho pedindo pra eu providenciar uma solucao!
Finalizamos a sessao combinados de que ele nao vai interpretar meus comentários como ordem de solucao e eu vou trabalhar o modo como ajo, até me perguntando: porque tenho de comentar isso? Estamos  longe de tudo, consigo esperar mais um pouco caladinha?

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