03/04/2013

Montanha russa emocional

Se tem uma coisa que eu nao sou, é emocionalmente madura.
Eu nao tenho maturidade emocional nenhuma. Eu sou como a musica da Cassia Eller (Uma garotinha esperando o onibus da escola... que ainda nao aprendeu a amar (como adulto))
Mas a ficha demora tanto a cair. Passei doze anos da minha vida em relacionamentos avassaladores nos quais meus namorados eram levados ao limite da tolerancia com minha vida emocional  no modo montanha russa. Ouvi milhares de vezes que sou mimada/birrenta/ milindrosa... e tudo isso depois dos vinte!
Aí, um dia  apareceu um anjo. Que logo se materializou no tao sonhado  Amor Perfeito: infinitamente dedicado, infinitamente paciente, infinitamente doce, infinitamente cuidador, infinitamente equilibrado emocionalmente.
Gentil e docemente, meu marido se acostumou a fazer muita coisa por mim, mas volta e meia, antes de executar algo, ele dizia:  voce é como um bebe! Por isso que eu te chamo de my Baby, porque voce é tao frágil.
Cuidador! Gente, tudo que alguém emocionalmente saudável nao quer: ter de ser uma babá do ser amado.
Eu, de verdade, me comporto muitas vezes como um bebe: minha mochila ou mesmo bolsa tá sempre pesada e ele tem de carregá-la pra mim. Mal saímos de casa, eu: to com fome/ quero ir ao banheiro/ to cansada/ nao to gostando-quero ir embora/ emburro por qualquer frustracao.
Em crises de depressao, ele tem, depois de chegar em casa do trabalho, de pegar na minha mao pra eu me levantar, insistit para eu escovar os dentes, trocar meu pijama, ir da uma caminhadinha no parque porque vai me fazer bem. Aí, ele que trabalhou enquanto eu passei o dia toda na cama, tem de lavar a louca e cozinhar. (Quem tem filho, dá pra reconhecer claramente que ele desempnha a funcao materna, sim?) Será que minha mae nao cuidou de mim, esse é meu Trauma?
Comporto me como menina mal educada, tipo: estamos visitando os pais dele, estamos à mesa bebendo, jogando baralho, etc, pode ser que alguém diga algo algo tao banal e tenue que para ninguém significa nada, mas me fere os sentimentos, eu me levanto, sem falar nada, vou para o quarto e fico lá horas emburrada.
Nessas saídas, as pessoas pensam que eu fui ao banheiro, mas como eu nunca volto, meu marido vai lá me ver e me encontra com o humor estragadíssimo por causa de algo normal dito, mas que eu levo muito pessoalmente, ou porque interpretei uma olhada como crítica implicita a mim.
O fato é que minha sensibilidade emocional é de níveis estratosféricos.
Esse é um post pré programado. È Quinta feira, estamos na estrada para passar o fim de semana do feriado com os pais dele. Combinamos uma coisa: nao se falará da crise monumental, ele nao vai narrar detalhes escabrosos de como agi, mas pode faze-lo se quiser - quando eu nao estiver presente. E ele me pediu para nunca abandonar o Ambiente infantilmente como eu  to acostumada: que eu pretenda que recebi uma mensagem e diga que minha mae/irma/ sobrinha está on line e eu preciso me ausentar pra skypear com elas

Nenhum comentário:

Postar um comentário