24/04/2013

Uma vida sem sentido

Levantei,  tomei café e fui à academia. 45 minutos de cárdio. Queria fazer mais, mas nao consegui. Semana retrazada só fui uma vez e na semana passada duas vezes. Essa semana comecei bem. Quero tanto perder 15 quilos.
Uma das coisas que mais me afliguem é o auto-ódio por minha imagem. Nunca fui bonita; gorda entao, sou um lixo. Antes de me casar, sempre malhei, sempre tivera um corpo perfeito- para compensar meu tamanho nanico (1,53m).
No caminho da academia para casa, sentimentos suicidas. Eles me acompanham o tempo todo. Lembrei que esquecera de tomar os rémedios. Mas remédios nao ajudam, terapia nao ajuda, nada é capaz de me fazer ter um sentindo na vida.
Baixei e comecei a ler o livro de Viktor Frankl: "Um homem em busca do sentido da vida". Trata-se de um psiquiatra e terapeuta austríaco que sobreviveu ao holocausto e que desenvolveu uma nova escola de análise: a Logoterapia, baseada no existencialismo. Minha terapeuta que me indicou, porque, segundo ela,  sou uma Pessoa em crise existencialista.
Para pacientes em constante  e persistente angústia existencial, Frankl pergunta: "E porque nao se mata?" De acordo com a resposta do paciente, conduz-se a terapia...
Porque eu nao me mato? Pergunto-me isso e nunca chego a uma resposta. Às vezes, penso que nao me mato por consideracao à minha mae, outras vezes, penso na minha sobrinha que me ama muito e eu a adoro, e à qual um dia ainda quero adotar (ela foi deixada pela mae dela e é criada pela avó- minha mae). Também penso no meu marido.
Às vezes, estou bem e entao quero viver. Como há duas semanas, eu, ele, algumas Amigas e o namorado de uma, sentados na grama, a beber, a ouvir a música do Festival ao fundo, um momento tao simples, eu me sentia bem, sentia alegre de estar viva. Momentos assim eu gosto de viver e penso que se um dia essa angústia existencialista acabar, eu possa apreciar a vida. Por isso nao me mato.
Entretanto, ainda nao me matei mesmo porque nao sei como faze-lo: tenho horror de métodos violentos, como me jogar do último andar do prédio; me enforcar também nao é viável, porque eu nao sei como dar nó e aqui nao tem onde pendurar a corda a me enforcar. Overdoses de remédios eu já tentei e só me resultou num coma seguido de longa internacao psiquiátrica. Conversando com uma conhecida também depressiva, bióloga, ela me disse para usar  plantas venenosas, muito mais eficiente que remédios.
Uma vida Sem sentido. Acho tudo tao irreal, tao inútil. Um vazio infinito. Cada dia é um tédio. Nunca fui feliz! E acho que nunca serei. Queria tanto ser diferente. Queria ser uma Pessoa simples, feliz, contente com a vida e as coisas boas que me rodeiam.

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