08/02/2013

Dossie momentaneo

Daí que eu tinha uma bolsa de estudos, mas abandonei o semestre passado e terei de repetir todo o período, no que perdi a bolsa. Agora, nao tenho dinheiro e tenho de arrumar um emprego, pelo menos part time para  minhas necessidades ultra básicas: meu transporte, meus absorventes e cosméticos e minha alimentacao. Moradia e despesas correlatatas nao preciso me preocupar, embora se eu arrumar umas 20 horas por semana, vou fazer questao de contribuir. Quero também fazer academia e ioga. Eu tenho de malhar. Eu presiso de me exercitar.
Ontem e hoje, saí para resolver umas coisas. Na volta, desci do bonde e nao peguei o bus: vim caminhando meia hora.
Estou numa crise que iniciou em maio de 2011: tive uma piripaque daqueles e fui internada. Lá me deram tanto remédio (eram 14 comprimidos de seis tipos diferentes por dia) que depois de seis semanas nunca mais fui a mesma. Ele me deram o diagnóstico errado. Julgam me pura e simplesmente uma psicótica sem explicar qual psicóse. No que o seguro cancelou minha apólice e se eu  morrer ou me fizer morrer, meus entes queridos nao irao receber um centavo e se eu ficar internada, o que nao for coberto pelo plano de saúde, terei de arcar sozinha com os custos extras.
Enfim, depois da internacao, saí de lá muito mais doente. Minha habilidade de concentracao e consequentemente aprendizagem foram praticamente extintas. Eu vejo que emburreço a cada dia.
Saí de férias no Natal e ao voltar, esqueci minha senha do banco.
Eu tenho de fazer meu currículo e sair a distribuí-lo. Mas só de pensar nisso, comeco a chorar, me deito encolhida na cama, choro e só quero morrer. Eu nao tenho preguica de trabalhar, eu gosto, mas o processo de procurar emprego me mata. Eu sofro de baixa auto-estima. Eu me acho um lixo. Eu acredito que as pessoas me adeiam só de me olharem... Entâo, procurar emprego é para mim como atravessar um pantano cheio de crocodilos.
Enquanto isso,  eu tenho de malhar. E voltar a tomar os remédios. Desde que saí da clínica ano trazado, demorou muito pra achar uma médica e uma terapeuta com as quais eu me acertasse. Minha médica é super bacana. Ela nao se senta atrás da mesa, mas numa poltroninha tete a tete com a gente, a paciente, de modo que ela olha bem nos meus olhos e escuta mesmo tudo o que eu digo.
Disse-lhe que desde de junho do 2011 já passei por cinco médicos e todos eles se recusaram a me receitar Lithium. No que ela prontamente me receitou Convulex. Além de receitar, ela me deu prontamente tres frascos do medicamento da prateleira lotada de amostras que ela tem.
Como eu sou fanática da leitura e leio cada sílaba de bula, inferi: o Convulex é um medicamento para quem tem eplepsia, mas é administrado a pacientes borderline que nao podem tomar o Lithium. E porque nao posso tomar lithium? Porque o límite entre dose terapeutica e mortífera é muito tenue e eu sou uma suicida em potencial. Mais de uma vez já ingeri todos os remédios que tinha em maos, fui parar em coma, ad infinitum...
Entao, agora eu tomo (ou deveria estar tomando) Convulex 500mg e Cymbalta. Esse antidepressivo é bom. Minha própria psicóloga toma do mesmo... Ela é ótima, mas ela nao é psicoterapeuta e desde o ínicio insiste que eu precise de uma terapia cognitiva. Daí achei uma boa clínica que trata somente de Borderline. Fui aceita na triagem e inscrita para a terapia individual e o curso chamado coping skills.
To morrendo de vontade de fazer esse curso/terapia. Mas lá em Novembro, quando da triagem, a terapeuta que me atendeu e me inclui no programa disse que poderia demorar até quatro meses pra sair a minha vaga. Depois, quando eu estava de férias, ela me liga dizendo para eu comparecer dia 14 de janeiro. Avisei que só voltava à cidade em Fevereiro. Liguei pra ela ontém e fiquei sabendo que agora só entro no próximo curso em  maio ou junho. E tenho aulas tres vezes por semana de manha, vou pegar só duas das matérias pendentes. Espero que no próximo semestre eu esteja melhor para pegar todas e terminar isso de uma vez.

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