Porque tenho tomado os remédios direitinhos, a impulsividade diminuiu, pelo menos quanto à idéias suicidas...
Semestre passado roubei uma substancia mortal no lab. da faculdade. Quase fui pega: minha parceira de prática me viu preparando uma solucao e me perguntou " em que análise está trabalhando?" "Preciso de mais esse também, qual substancia é essa?" Transferi rapidinho o pó para uma proveta e o enfiei no bolso do chaleco, com medo de ser pega. Comprei uma seringa e passei a andar com ambos na bolsa, ao dormir, deixava dentro de uma caixinha de óculos na cabeceira da cama, pra o dia que a dor de viver fosse maior que meu amor por meu marido, minha mae e minha lindinha, de modo que eu conseguisse acabar com essa angústia eterna que constitui minha existencia.
Daí, em agosto, eu fui para um centro de meditacao, porque se eu nao o fosse, meu marido me internaria de novo, que eu andara muito surtada ultimamente. Quebrara dois notebooks caros e novos, ogandos contra a parede em momentos de raiva, destruira o guarda-roupa arremecando coisas nele, discussoes infindáveis com a nojenta, a qual era lamentavelmente minha parceira de laboratório.
Pois bem, lá no centro deu esse enlightment, eu estava me sentindo bem e ligara para Carlos avisando-o existencia dessa ampola e que a jogasse fora...
De modo que no momento nao tenho nenhum método fast and clean de me eliminar, mas nem to planejando, embora no tédio nosso de cada dia, eu sempre penso "que bom se eu nao existisse".
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